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Santos
Santos
na Igreja Católica
A definição comumente aceita de santos, entre os
católicos, é que são aqueles indivíduos que viveram uma vida exemplar na terra
e a quem a Igreja Católica determinou que estão certamente com Deus. Os santos
são mais comumente conhecidos pelo martírio, virtude heróica, e milagres. Como
resultado destes dons, católicos em todo o mundo rezam aos santos, e os honram
celebrando seus dias festivos, mencionando-os de tempos em tempos na celebração
da Missa, colocando estátuas e pinturas deles, entesourando seus pertences
mundanos, bem como seus restos físicos, e dando os nomes deles a seus filhos e
a suas igrejas.
O processo pelo qual a Igreja Católica determina quem é santo é chamado
canonização. O candidato tem que ter estado morto há pelo menos cinco anos
antes que um processo de santidade possa ser oficialmente iniciado. Quando uma
pessoa religiosa muito respeitada morre, o bispo local tem que deixar que a
reputação de santidade dessa pessoa cresça por si só. Se a adoração das pessoas
aumenta e continua durante cinco a dez anos depois da morte da pessoa, então o
bispo é autorizado a iniciar uma investigação oficial da vida e obra do
candidato, de modo a ver se a reputação de santidade é fundada na verdade.
Há dois diferentes níveis de honra para os santos indivíduos que faleceram.
Aquelas pessoas que são veneradas localmente ou por ordens religiosas de padres
ou freiras são beatificadas. Elas são chamadas pelo título "beato".
Somente aquelas que são canonizadas pelo Papa são realmente santos. Esta
distinção é virtualmente ignorada pela maioria dos católicos. A mais completa
compilação dos santos católicos, A
Bibliotheca Sanctorum, está
beirando os vinte volumes e alista mais de 10.000 santos. Só aproximadamente
400 deles foram oficialmente canonizados por papas.
A Congregação pelas Causas dos Santos, um dos nove ministérios da Santa Sé,
supervisiona a canonização dos santos. No passado, o processo era mais extenso
e minucioso do que é hoje. Antes de João Paulo II se tornar Papa, havia muitos
bloqueios estrategicamente colocados no caminho da santidade. Houve realmente,
no Vaticano, um ofício cujo propósito era fazer tudo que pudesse para expor o
lado negativo do candidato de modo a assegurar que nenhum indivíduo fosse
indevidamente honrado. Esse ofício era conhecido como o do Advogado do Diabo.
Nos anos recentes, o ofício do Advogado do Diabo tem sido afastado, e o
processo de canonização inteiro foi drasticamente agilizado. João Paulo II
beatificou e canonizou mais indivíduos do que todos os outros papas juntos no
século vinte.
Uma vez que uma pessoa é canonizada, os católicos ficam seguros de poderem
rezar com confiança ao santo para que interceda com Deus em seu benefício. O
nome da pessoa é acrescentado à lista de santos e é determinado um dia festivo
no qual ela será honrada na celebração da Missa desse dia.
Alguns santos são indicados como intercessores especiais junto a Deus em
benefício de certas causas ou grupos de pessoas. Eles são chamados Santos
Padroeiros.
A Igreja Católica faz distinção entre o tipo de adoração que pode ser dada a
Deus, latria, e a veneração própria para os
santos, doulia. Esta distinção, contudo, é
freqüentemente difícil de manter, na prática.
Os santos e suas histórias são parte integral da fé Católica e um meio
importante de ensinar aos católicos como cumprir essa fé. Há uma ligação
especial dos católicos com os santos aos quais rezam. É aceito, comumente, que
os santos não se esquecem das lutas que eles suportaram enquanto estavam na
terra e, aproximando-se de Deus, dão mais força àqueles que estão lutando na
terra.
Santos
e a Bíblia
Dentro das páginas do Velho Testamento (na Bíblia Sagrada, Edição Pastoral),
três diferentes palavras hebraicas são traduzidas como "santo" ou
"santos": qadosh,
qodesh e qaddiysh. Estas
palavras são variações da mesma palavra raiz. Em geral, o significado dessas
palavras é santo, uma coisa ou lugar sagrado, bondoso, devoto, piedoso, bom,
santo e anjo. Embora essas palavras, em algumas passagens, podem ser entendidas
como anjos ou pessoas santas que já haviam morrido, a mesma palavra hebraica é
usada para convidar seres humanos vivos (o povo consagrado) a louvar a Deus
(Salmo 34:10).
No Novo Testamento, a palavra grega, "hagios", é traduzida "santo" ou
"santos". Ela é definida como sagrado, puro, sem culpa ou religioso,
consagrado, santo. Um santo é aquele que é separado do pecado e, portanto,
consagrado a Deus, sagrado. Sob a nova lei, é também aparente que santos
freqüentemente são pessoas consagradas, vivendo na terra. Esse fato é, às
vezes, mais difícil enxergar lendo a Bíblia em nossa própria língua, pois
alguns tradutores interpretam a mesma palavra original de maneiras diferentes.
A mesma palavra grega é traduzida por santos, fiéis, à santidade, anjos e
cristãos. Embora os tradutores de Bíblias modernas utilizam palavras
diferentes, os autores originais, guiados pelo Espírito Santo, usaram a palavra
"santo" para descrever pessoas santificadas (fiéis, cristãos) vivendo
na terra. Alguns dos lugares onde eles viveram foram Jerusalém, Lida, Acaia,
Éfeso, Filipos, a casa de César, Colossos e Itália (Atos 19:13; Romanos 15:26;
Atos 9:32; 2 Coríntios 1:1; Efésios 1:1; Filipenses 1:1; 4:22; Colossenses 1:2;
Hebreus 13:24). Eles eram idivíduos que podiam ser ministrados e serem
equipados para ministrar a outros. O termo "santo" no Novo Testamento
parece ser sinônimo de "cristão".










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