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O Que é Pascom

 
 
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PasCom
 Pastoral da Comunicação
Paróquia São Pedro e São Paulo



A Pastoral da Comunicação é o conjunto de ações realizadas dentro de uma comunidade eclesial. É a pastoral do ser e estar em comunhão com a comunidade. É a pastoral da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso de recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e de manifestações das pessoas no interior da comunidade ou da comunidade para o mundo que o rodeia. Não é uma pastoral a mais, mas aquela que integra todas as demais pastorais.

 

PASCOM


A ideia de se formar esta pastoral, nasceu em 2003, com o Pe Cláudio Baraúna, no retiro dos coordenadores. A primeira atividade foi o desenvolvimento do site, como forma de divulgar os acontecimentos, serviços da comunidade e evangelizar nossos irmãos.

Mas as atividades da pastoral não poderiam ficar limitadas somente ao site; precisava-se expandir para todos os segmentos existentes nesta igreja e, assim atuarmos juntos ao Clero, as pastorais e todos que participam da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Foi então, que no dia 16 de outubro de 2007, reformulou-se um novo conceito de Comunicação na Paróquia. Fundamos a Pastoral da Comunicação & Turismo, um novo meio de evangelização que se dá através de um Jornal mensal, Mural, Site e das excursões promovidas pela igreja.

Aqui estamos, e contamos com a participação de todos para mais esta obra a serviço de Deus e da igreja!

 

Competência

O termo vem de cum (com) – petere: buscar, dirigir-se em direção de.

Capacidade de realizar uma certa atividade ou tarefa, mas também atitude para buscar juntos.

Respeito para a mídia, esta competência se traduz na capacidade de conhecer, compreender e interpretar os
textos de comunicação. 

Necessita, em primeiro lugar, um percurso formativo,  para se despojar das ignorâncias sobre o que é realmente Pascom.

 

Adquirir competência

Pascom nasce do desenvolvimento da conjugação entre a importância dos meios de comunicação, estratégias da comunicação e o processo de comunicação no âmbito da evangelização. 
Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade:

  • Eis que faço de novo todas as coisas" (Ap 21,5). (Evangelii nuntiandi 17).
  • “Toda a Igreja é missionária. A obra da evangelização é um dever fundamental do Povo de Deus.” (Ad Gentes 25)
  • “Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta:
  • Ai de mim, se eu não evangelizar!” (1 Cor 9,16)

 

A Pascom se insere na vida da Igreja não como uma Pastoral a mais, mas para dar maior comunicação às outras pastorais
e seu conjunto: é suporte para as outras pastorais, a Igreja.

É atividade de salvação de Jesus Cristo de onde vem toda a atividade da Igreja, que tem como tarefa de alcançar todos
os seres humanos para que possam obter a Vida para sempre.

Querendo indicar em síntese a expressão PASCOM na perspectiva de uma consciência teológica, precisa chamar a relação mútua de: comunicação-promoção humana e espiritual. Somos tanto mais humanos, quanto mais cresce a nossa capacidade pessoal de comunicação.

Uma pastoral que não tem o grau da verdadeira comunicação é destinada a não alcançar o seu objetivo.

 

Sobre a Pastoral da Comunicação

 

I - O QUE É?

A Pastoral da Comunicação (Pascom) é uma pastoral ainda nova, na Igreja. Os documentos da Igreja que tratam do tema comunicação são recentes.

O primeiro, o Inter Mirifica, é do Concílio Vaticano II, aprovado em 1964. Mas, esse documento ainda não explicita a necessidade da existência de uma Pastoral da Comunicação.

Em termos do Brasil, o primeiro documento publicado sobre o tema é o 59, da CNBB, com o título Igreja e Comunicação rumo ao Novo Milênio, fruto da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, realizada em abril de 1997, em São Paulo. É esse o primeiro documento da CNBB que trata da necessidade da criação e organização da Pascom nas dioceses e paróquias.

Na Arquidiocese de Natal, ela foi criada, oficialmente, em 1998. De lá para cá é constante o trabalho de implantação e fortalecimento dessa pastoral, nas paróquias.

 
1.1 – O que é a Pastoral da Comunicação?


Esta é uma indagação ainda presente, em nossa Igreja. Há os que acham que a turma da Pascom quer se exibir fazer fotografias, filmar, aparecer na hora dos avisos no final da missa, ter o nome do expediente do boletim paroquial, falar na rádio etc.

A experiência tem mostrado que atuar na Pascom é coisa séria e tem muito o que fazer. Sabe por quê? Porque a Pascom não é uma pastoral que trabalha isoladamente. Ela passa por dentro de todas as outras pastorais, movimentos e serviços, levando o oxigênio da comunicação a toda paróquia.


Então, a Pascom serve para:


a) Evangelizar, afinal, como diz o Documento de Puebla (1063): “evangelizar é comunicar”. A Pascom trabalha para que todos os membros da Igreja (bispos, padres, diáconos, religiosos, leigos) adotem uma postura de comunicação mais humana, fraterna.

b) Dar unidade às práticas de comunicação existentes na Igreja. Quantas paróquias têm programas de rádio, site, jornal, mural, mas cada um feito por uma pessoa ou um grupo, isoladamente? A Pascom existe para dar unidade às estas ações.

c) Construir comunhão: antes de pensar na comunicação na sociedade, é preciso avaliar se não estamos reproduzindo o modelo pecaminoso de comunicação, no interior da própria Igreja. O objetivo da Pascom não é, simplesmente, produzir e emitir informações. Antes disso, é preciso pensar em melhorar a qualidade da comunicação entre as pessoas, pastorais e setores, para que a comunicação gere comunhão, a exemplo das primeiras comunidades cristãs. Devemos comunicar para gerar comunhão.

d) Promover a pessoa: você já presenciou a alegria de uma pessoa simples ou das pessoas de uma comunidade, quando se veem num vídeo? Ou quando escutam suas vozes num programa de rádio? Ou quando veem sua fotografia numa boa notícia dos nossos jornais? A comunicação pode promover a pessoa, dessa maneira, ou levando-as à mobilização por melhores condições de vida, na sociedade. O meio pode estimular processos comunitários pela cidadania.

 

II – O QUE A PASTORAL DA COMUNICAÇÃO FAZ?

Anteriormente, se viu que a Pascom é coisa séria e tem muito que fazer. Tudo deve ser feito a partir de um plano, elaborado pela equipe local da Pastoral da Comunicação. Abaixo, sugestões de várias atividades que são próprias da Pascom. Claro que são apenas sugestões. Cada Diocese ou Paróquia tem uma realidade própria. Vamos conhecer as sugestões?

a) Acolhida: Em primeiro lugar, o agente da Pascom deve adotar o espírito acolhedor, em casa, na Igreja, no trabalho... Depois, deve ter consciência que quem vai à Igreja (templo ou secretaria da paróquia) espera ser bem acolhido, principalmente quando vai pela primeira vez. É a mesma coisa que acontece quando se vai a uma loja ou a outra instituição qualquer: sempre esperamos que nos recebam bem. Quanto mais na “Casa de Deus”!
É tarefa da Pascom receber bem as pessoas dentro e fora da Igreja.

Nada de artificialismo, de sorrisos forçados. Mas ser simpático e atencioso com quem pede uma informação, ver se as pessoas estão bem acomodadas etc.


b) Capacitações: os agentes pastorais são sedentos de formação. A Pascom pode colaborar na formação dos agentes das demais pastorais, promovendo capacitações sobre temas relacionados à comunicação. Afinal, ninguém vive sem ela (a comunicação).

Como falar em público, Comunicação Pessoal e Grupal (como trabalhar com grupos), Comunicação na Liturgia, Curso para Leitores das Celebrações Litúrgicas, Linguagem e Produção Radiofônica, Acolhida, Fotografia, são apenas alguns exemplos de capacitações que a Pastoral da Comunicação pode oferecer para os agentes de outras pastorais.


c) Mural: nada mais feio do que um mural, exposto na parede da Igreja, abarrotado de cartazes (uns até vencidos), avisos mal elaborados, prestações de contas, entre outras “informações”. A Pascom tem a missão de atualizar, semanalmente, o mural, deixando-os bem apresentável, com informações atualizadas e objetivas. Uma moldura bonita, fotos, um mural colorido (sem exageros) chama a atenção das pessoas e desperta o interesse delas para a leitura.


d) Avisos: o final da missa é um momento complicado para informações. Quando o padre diz, ”por favor, sentem um pouco para ouvir os avisos paroquiais”, logo se ouve o cochicho rolando. São as pessoas reclamando, por terem que esperar cinco ou dez minutos, até que acabem os intermináveis e confusos avisos. Para evitar as reclamações dos fiéis, a Pastoral da Comunicação deve montar um plantão na sacristia ou na secretaria da paróquia para receber todos os avisos, antes da missa. Daí, então, é só os agentes da Pascom redigirem os avisos, de forma objetiva, simples e com todas as informações necessárias. Exemplo: “Estão abertas as inscrições para a preparação para a primeira Eucaristia. As inscrições podem ser feitas na Secretaria Paroquial, de segunda a sexta-feira, no horário das duas às cinco da tarde, até o dia 10 de março. Podem se inscrever crianças que tenham, no mínimo, oito anos de idade”. Viu? Em quatro linhas, o aviso foi dado com todas as informações básicas.

e) Divulgação: há muitas ações importantes acontecendo em nossas paróquias. São ações realizadas pelo padre, pelos religiosos, pelas pastorais e que, muitas vezes, ficam escondidas na comunidade, além de eventos, como a festa do padroeiro, congressos, romarias etc. Enfim, a vida paroquial nunca para.

É atividade da Pascom divulgar as ações e eventos que acontecem nas paróquias. Como e onde divulgar? Em primeiro lugar, é necessário ter uma lista, atualizada, com endereços (telefones, fax, e-mails) e o nome dos responsáveis pela redação de todos os Meios de Comunicação da cidade e/ou região, além dos Meios pertencentes à (Arqui)diocese. Lista na mão prepare uma notícia, bem elaborada, com todas as informações. Daí, então, é só enviar para os Meios de Comunicação. Não pode esquecer-se de, no final da notícia, colocar o nome e o número do telefone das pessoas responsáveis pela ação ou evento, além do assessor de comunicação da paróquia, ou seja, do agente da Pascom responsável pela divulgação das informações. Os Meios de Comunicação podem querer mais detalhes sobre a notícia enviada pela paróquia.

f) Jornal A Ordem: É o Jornal da Arquidiocese de Natal, que circula semanalmente. As equipes paroquiais da Pascom devem enviar, sistematicamente, notícias para serem publicadas no Jornal. Mas, atenção: se forem notícias de eventos (festa do padroeiro, encontros, congressos, gincanas, romarias etc) devem ser enviadas antes de serem realizadas. Vale lembrar que não só eventos são notícias. Notícia é algo diferente, um fato, uma ação realizada na Paróquia. Não vale dizer que não há notícia na Paróquia. Há, sim! Basta “garimpar”!

g) Programa Vida Missionaria: É o informativo da Arquidiocese de Fortaleza, levado ao ar todos os sábados, pela Rádio FM Dom Bosco. O programa é apresentado das 07 às 08 horas, o programa conta com a participação dos correspondentes (agentes da Pascom) das Regiões. Cada correspondente participa do programa por telefone, levando aos ouvintes as noticias e eventos das paroquias de sua região, a Pascom de cada paroquias devem preparar e enviar suas noticias e ventos a ser divulgado o quanto antes, para não ficar de fora.

h) Arquivo (Cliping): os jornais comerciais estão sempre divulgando notícias que dizem respeito à Igreja. A Pascom deve arquivar em uma pasta, bem organizada, tudo que sai nos jornais impressos, que tratam da Igreja, principalmente da Paróquia. Se houver condições, também é importante arquivar o que é veiculado na internet, na televisão e no rádio.

i) Fotografia e vídeo: o registro fotográfico e, também, em vídeo, das principais ações é muito importante para a história da paróquia. Por isso, é importante que a Pascom disponha de uma máquina fotográfica e, se possível, de uma filmadora, para registrar os principais fatos que acontecem na paróquia. Mas, atenção, é preciso saber fotografar e filmar. Fazer fotografia ou filmar de qualquer jeito, cortando a cabeça ou os pés das pessoas, deixando as imagens escuras ou claras demais, não adianta.
Fotografias ou vídeo na mão, escolha as melhores fotos ou imagens e arquive em lugar seguro, longe do calor excessivo e da umidade. Não esqueça de colocar uma etiqueta, com informações sobre o evento, a data, o local e o nome do fotógrafo ou cinegrafista.

j) Jornal: muitas paróquias gostam de divulgar suas ações por meio de um boletim impresso. Geralmente, os boletins paroquiais são pequenos (tamanho ofício), com 4 ou 8 páginas e com periodicidade mensal. Mais uma atividade da Pascom: planejar o boletim, decidir o que vai ser publicado, buscar as informações, redigir, diagramar, enviar para a gráfica e distribuir. Além disso, caso a paróquia não tenha condições financeiras de custear o boletim, a Pascom deve buscar patrocínios para cobrir as despesas.

l) Rádio: hoje em dia, com a expansão das Rádios Comunitárias, é muito comum nossas paróquias ganharem espaços para programas radiofônicos. É missão da Pastoral da Comunicação produzir (ou, pelo menos, colaborar) na produção e apresentação dos programas.

m) Site: com o advento e desenvolvimento da internet, chegando até mesmo às cidades interioranas, é interessante que a paróquia possua um site, para divulgar sua história, suas pastorais, suas ações, notícias, informações diversas. A Pastoral da Comunicação deve ser a responsável pela produção e atualização (que é fundamental) do site da paróquia.
Atualmente, os “blogs” também fazem sucesso, na internet. Caso fique oneroso para a Paróquia manter um site, a turma da Pascom pode criar um blog, que é um espaço gratuito.

n) Estudo: nem só de programas de rádio, de boletins, avisos, murais, sites, vive a Pascom. Para que o trabalho seja desenvolvido com profissionalismo, sem atropelos e improvisações, é fundamental que todos os agentes da Pascom busquem se capacitar, principalmente para as tarefas a eles incumbidas. Mas, não basta se capacitar tecnicamente, é necessário, também buscar a formação espiritual. Por isso, um dia de retiro, pelo menos uma vez por ano, é muito importante para o fortalecimento e coesão da equipe.

As equipes paroquiais também não podem deixar de participar das atividades de comunicação que acontecem em nível de Zonal e de Arquidiocese. 


Articulação da PASCOM na Igreja do Brasil

Articular e animar a Pastoral da Comunicação nos Regionais,  Dioceses, Prelazias onde ela não está constituída e apoiar onde ela já existe para que o anúncio da Boa Nova chegue a todos com a cultura da comunicação.

Integrar a Pastoral da Comunicação no conjunto da Pastoral da CNBB, proporcionando aos assessores da CNBB conteúdos teóricos e práticos, sobretudo os de liturgia, juventude, Amazônia, catequese e ensino religioso, para que possam realizar seus projetos pastorais a partir da cultura da comunicação.

 

Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação

Durante o Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação que aconteceu na cidade de Aparecida, SP, nos dias 2 a 6 de julho de 2008, foi consagrada a Nossa Senhora Aparecida, a comunicação da Igreja do Brasil, para que ela nos ensine a comunicar Jesus a todos como ela o comunicou e continua comunicando.

O evento contou com a presença de 160 participantes, entre bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas, leigos e leigas que refletiram e debaterem a comunicação na Igreja para o anúncio da Boa Nova a partir da cultura da comunicação gerada pela revolução das novas tecnologias.

 

No Encontro emergiram indicações e pistas dos trabalhos em grupo:

  1. Os Regionais, Dioceses, Prelazias e Paróquia criem um Site ou um Blog para informações, comunicações e história da PASCOM.

  2. A coordenação do Regional, Diocese, Prelazia e Paróquia deveria ter uma lista de funções sobre a PASCOM a serem realizadas.

  3. Que seja constituída uma equipe, criada neste Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, entre os coordenadores Regionais e Diocesanos da PASCOM, para refletir com a assessora Nacional da CNBB um plano para a PASCOM do Brasil.

  4. Informar a Igreja do Brasil sobre o Mutirão Nacional Caribenho de comunicação que acontece em Porto Alegre em 2009.

  5. A assessora Nacional de comunicação da CNBB elabore subsídios impressos e de áudio para a PASCOM, a partir da colaboração e das experiências dos Regionais e Dioceses.

  6. Que a CNBB motive os Bispos e os sacerdotes que ainda não instituíram a PASCOM, nos seus territórios de evangelização, que o façam quanto antes.

  7. Criar uma Escola de Comunicação que ministre curso teórico e prático, em três etapas, com duração de 1 ano.

  8. Animar e articular os Mutirões de Comunicação, Nacional, Regional e Diocesano.

  9. Que a assessora de comunicação da CNBB organize e ofereça  encontros Regionais de Formação para a comunicação.

  10. A CNBB, através da comunicação social, articule para que nos cursos de teologia para os seminaristas, tenha a disciplina de comunicação, para capacitar melhor os futuros sacerdotes para o anúncio do Reino a partir da cultura gerada pelas novas tecnologias.

  11. Que a CNBB estabeleça parceria com as faculdades que tem comunicação para capacitar a Igreja do Brasil na comunicação.

  12. As informações referentes a PASCOM deveriam ficar sob a responsabilidade das Dioceses, pois os Regionais são mais difíceis, devido à distância de uma cidade para a outra. Portanto, tem que ser de responsabilidade do Bispo a divulgação em suas paróquias das reuniões da PASCOM.


Como organizar a Pastoral da Comunicação

A Pascom – Pastoral da Comunicação se estrutura a partir de dois Documentos, a Instrução “Aetatis Noavae” e estudos da CNBB, n° 75, Igreja e comunicação. Estes Documentos são fundamentais e básicos para realizar o planejamento, animar e articular a PASCOM nos Regionais, Dioceses, Prelazias e Paróquias na Igreja do Brasil enquanto processos e meios de comunicação.

A Instrução Aetatis Novae propõe, também, 03 estratégias prioritárias: a criação de grupos da PASCOM nos Regionais, nas Dioceses, nas paroquiais e a articulação para uma comunicação democrática, dialógica e participativa.

No Documento n° 75 da CNBB, a PASCOM encontra a definição da Pastoral da comunicação, de forma clara, objetiva e sintética. E explicita que, “É a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação. Não é uma pastoral a mais, mas aquela que integra todas as demais pastorais”.

O Documento continua na sua reflexão e situa a posição da PASCOM no conjunto das demais pastorais da Igreja e explicita:  “A PASCOM perpassa, pela própria razão de ser, as ações das demais pastorais, animando-as e colocando-se a serviço, tendo como referencial programático a Pastoral de Conjunto”.

No entanto, as reflexões e o olhar da Igreja sempre acompanharam o surgimento dos novos meios de comunicação que foram emergindo na sociedade e interferindo nas novas formas de relações.

Foi a partir do surgimento da imprensa, que a Igreja deu inicio a promulgação de Documentos que orientam, indicam caminhos que pautam como os meios de comunicação se inserem na sociedade segundo as orientações humanas e cristãs.

Bem no início do surgimento da imprensa, 25 de novembro de 1766, o papa Clemente XII promulgou a encíclica Christianae republicae, a única que, até hoje, trabalha os problemas ligados à literatura e às publicações em geral.

No entanto, a PASCOM pode refletir e encontrar referências em outros Documentos promulgados pela Igreja Católica, que indicam quais os caminhos para os meios e processos de comunicação da ação pastoral na Igreja. Foram os seguintes:

  •  12 cartas Encíclicas, Decretos e Instruções sobre as comunicações.
  • 42 Mensagens dos papas por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.
  • 06 outros Documentos do Concílio Vaticano II
  • 06 Documentos da Igreja que em alguns momentos a comunicação esteve presente
  • 05 Documentos da Igreja na América Latina a comunicação foi trabalhada
  • Em 30 Documentos e Estudos, A CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil refletiu e indicou a comunicação como ação pastoral indispensável da Igreja.

Outros Documentos, como de Quito, Embu, Carta aos comunicadores pautaram a comunicação.
(Dariva, Noemi(org.) Paulinas, 2003. São Paulo).


Ir. Élide Maria Fogolari
Assessora de comunicação social da CNBB
Jornalista e Mestra em ciências da comunicação pela ECA/USP.


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