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PasCom
 Pastoral da Comunicação
Paróquia São Pedro e São Paulo:


Formação sobre a Pastoral da Comunicação.

Jesus é a Palavra de Deus, comunicador do Pai, se fez gente e veio morar no meio de nós, optou por um processo inculturado e dialógico de comunicação, que se apresenta como Chave e modelo básico da Comunicação rumo ao novo milênio.

O campo da Comunicação dentro da Igreja tem uma longa história. As novas tecnologias de comunicação sofreram resistência por alguns períodos, mas com o Concílio Vaticano II, ela assumiu a comunicação como direito e dever, incorporando nela a evangelização.

Hoje, a igreja assume o compromisso de evangelizar pela comunicação, partindo do documento 59 da CNBB, promulgado durante Assembleia dos Bispos de Brasil em 1998 - Igreja e Comunicação rumo ao novo milênio.

É importante não confundir a comunicação com os meios de comunicação e não reduzi-la a simples transmissão de mensagens e nem a pura emissão de informações. A comunicação é caminho para a comunhão.

 

Igreja hoje: Desafios da comunicação

O mundo moderno exige uma atenção redobrada sobre ação dos meios de comunicação. Um cristão, comunicador da Igreja, não pode ficar alheio às novas tecnologias, superando a visão conservadora dos teóricos do passado, quando o foco da comunicação tinha como alvo um receptor passivo.

O Papa João Paulo II, na Redemptoris Missio, n° 37 diz: "Não é suficiente usar os Meios de Comunicação para difundir a Mensagem Cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta "nova cultura", criada pelas modernas comunicações... com novas linguagens, novas técnicas, novas atitudes psicológicas".

O teólogo Jung Mo Sung coloca uma questão interessante para nós, Igreja, em nosso trabalho na comunicação. Ele diz: "A Igreja defende que os pobres têm necessidades, mas ainda não descobriu que eles têm também desejos. A necessidade nos empurra para a satisfação do físico. O desejo é igual à fascinação. E o que a Igreja "vende"? Vende desejos. Desejo de um mundo melhor. Desejo de vida eterna. Desejo de fraternidade. Desejo de criar comunidade, num mundo individualista. O desejo está diretamente relacionado ao imaginário das pessoas. E o imaginário é um ponto básico da cultura da imagem".

Segundo Pierre Babin, o ser humano ideal, no tempo de Santo Inácio, era aquele que agia pela inteligência, a razão, a força de vontade, com dominação total dos afetos e dos instintos. Esta visão da pessoa, na nova cultura que estamos vivendo, não pode continuar. Temos que substituir esta visão, criando condições para que o nosso cérebro funcione integrando o hemisfério esquerdo (razão) com o direito (emoções, intuição, sentimentos), deixando que o Espírito sopre nele a vida.

É comum ver padres, bispos e pessoas de nossas pastorais, nos meios de comunicação como rádio e TV, debatendo sobre temas e usando a mesma linguagem do grupo de oração, das celebrações, do sermão. Não basta transportar para o meio eletrônico, o que estamos fazendo há 20, 30 anos nas comunidades. Hoje, na era tecnológica, nós estamos vivendo uma grande mudança. O importante não é ter máquinas, propriedades, mas o conhecimento.

É preciso mudar a linguagem. Passar da era de Gutemberg para os meios eletrônicos não é suficiente, embora seja muito importante. Temos que mudar nossa compreensão de Deus e de ver a fé. Usamos nos meios de comunicação muito o Deus do cérebro esquerdo, o Deus da razão, em nossa evangelização e na teologia. Hoje temos que dar às pessoas o Deus do cérebro direito, que é menos racional e mais mistério.

Porque esta é a experiência que desenvolve a imaginação e a afetividade. Os jovens hoje são mais sensíveis a mística do que a razão. Temos também que apresentar as pessoas um Deus humano, o Deus da Encarnação. Não tanto um Deus de dogmas, mas um Deus que dá a direção da verdade, um Deus que produz efeitos de salvação; um Deus que cuida que nos dá força para buscar igualdade de direitos e justiça para todos.

Em Puebla alguém disse que a Igreja optou pelos pobres e os pobres optaram pelo rádio. Hoje podemos dizer que o pobre escolheu a televisão.

Se a Igreja deseja atuar nos meios de comunicação, precisa aproximar-se das novas tecnologias, conhecer seu potencial e preparar-se para lidar com elas, com competência. O mundo de hoje exclui os amadores e os acomodados no passado; exclui os que não ousam e não se preparam. 

Competência se faz com preparação. Não podemos simplesmente ter os meios e usá-los como bem entendemos. Cada um deles exige de nós muito conhecimento.

 

A Igreja e os meios de Comunicação

A Igreja foi uma grande comunicadora no passado, porque sabia usar os meios existentes com sabedoria.

Outdoor - Templos sobre morros. Torres altas para serem vistas, principalmente no centro das cidades.

Audiovisual - sinos codificados/vitrais instrumentos que facilitavam a comunicação com analfabetos, avisando horários de missas e de consagrações e mostrando com imagens testemunhos da vida de Cristo e dos Santos.

Teatro - Encenações nas ruas e portas de igrejas.

Logotipo - A Cruz, a maior marca de todos os tempos.

Liturgia - Gestos e Atitudes - "Orar com a alma e o corpo"

Expressividade: Sentado, De pé, De joelhos, Genuflexão, Inclinação, Procissão, Mãos levantadas, Mãos juntas, Prostração, Silêncio...

Canto Litúrgico - "Quem canta reza duas vezes" Equipe de animação

 

Símbolos Litúrgicos:

  • As vestes (Túnica, Estola (verde/branco/roxo e vermelho), Casula, Amito, Cíngulo)
  • O Altar: Mesa da Ceia do Senhor
  • Hóstia, Vinho, Cálice, Âmbula, Patena, Água, Pala, Sanguinho, Corporal, Galhetas, Manustérgio, Missal,
    Crucifixo, Velas, Flores etc...

 

A Pastoral de Comunicação

A Pastoral de Comunicação é a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida e da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária, do planejamento democrático, do uso dos recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e manifestações das pessoas no interior da comunidade e da sociedade (Estudos da CNBB n° 75).

A Pastoral da Comunicação vai além do uso dos meios de comunicação social e abrange todo o trabalho da Igreja em vista da comunicação entre pessoas. Visa a comunicação que anuncia e promove a comunhão com Deus e com as pessoas.

 

O Agente da Pastoral da Comunicação

Uma pessoa só se torna realmente comunicadora se consegue estabelecer relações com o outro, se tem a capacidade de ouvir e fazer-se ouvir, de receber e transmitir, de estabelecer e por as pessoas em contato. O comunicador, portanto, é alguém que conhece seu público e consegue, com ele, estabelecer uma espécie de troca de informações que geram a comunicação. Por isso, um bom comunicador é aquele que conhece a sociedade em que vive e as pessoas com quem convive, sabe como elas são o que sonham o que buscam. (Elson Faxina - jornalista)

 

Para ser um agente da Pastoral de comunicação é necessário ter:

  • Condição de visibilidade - quer dizer, a pessoa deve ter importância para a comunidade, pelo seu testemunho e transparência de vida.
  • Abertura para o diálogo e para manter-se em permanente situação de aprendizagem.
  • É preciso ter capacidade de relacionar-se e de cultivar com tolerância responsável
  • Comprovada criatividade na descoberta de soluções para os possíveis problemas em seu campo de ação

 

Conceitos para a Comunicação.

A - Comunicação como transmissão de mensagens - Central de Informações

- Comunicação como caminho para comunhão - Encontro de pessoa. É comum o conceito de comunicação, limitar-se ao entendimento da comunicação como entrega de mensagens. Ela fica reduzida apenas ao papel de informar.

A comunicação como caminho para a comunhão requer não só fazer acontecer o processo circular, mas entregar-se a si mesmo, fazer-se mensagem, fazer comunicação para o outro.

O sistema de comunicação posto a serviço da ordem econômica, que alimenta o consumo e o individualismo competitivo, está na direção oposta a comunhão e temos que ter presente que este é o sistema dominante no mundo atual. Ele produz uma solidão destruidora desde o nível internacional até as mais intimas relações familiares.

 

A PASCOM é ARTICULADORA DAS PASTORAIS. Envolve as pessoas e situações por inteiro e todo o trabalho da Igreja.

 

A PASCOM deve ter como modelo de comunicação

  • Boa Relação entre pastores e fiéis e entre as diversas organizações eclesiais.
  • Uso de forma clara e profissional de boletins, revistas, emissoras para transmissão de mensagens.
  • Ter um plano viável e concreto. A Pastoral requer agilidade de informações.
  • Diálogo com a Sociedade
  • Comunicação do Evangelho como palavra profética e libertadora.
  • Favorecer o diálogo em todos os campos. Oferecer a própria riqueza e ouvir muito. Dialogar com profissionais e peritos leigos.
  • Saber trabalhar, cultivar e divulgar a imagem da Igreja.

 

Sugestões para a equipe.

  • O Teatro na Pastoral - Ele desenvolve a cultura na comunidade e cria no povo um espirito critico diante da realidade.
  • Musica na Pastoral - Ajuda a desenvolver aptidões e dons de comunicação, faz quebrar a timidez e envolve principalmente os jovens na comunidade.
  • Biblioteca comunitária - Até hoje a leitura não é do povo. A crise de cultura e de leitura reflete a crise social, política e econômica na sociedade. Formar uma equipe que se disponha a dirigir e organizar uma biblioteca na comunidade.
  • Jornal Mural - É um instrumento de comunicação popular. Seu objetivo é refletir o sentir e as aspirações da comunidade e ser canal rápido, econômico e claro de informação.
  • Jornal - órgão de comunicação da comunidade, instrumento para estreitar o relacionamento entre grupos, informar atividades e contribuir na evangelização em seus mais diversos segmentos.
  • Articuladora das Pastorais - Através de encontros pastorais para troca de experiências, uso de dinâmicas, comunicação interpessoal, intercâmbio. Ex: Semana da Comunicação; Celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais (Ascensão do Senhor); Divulgação de Atividades: cartazes, outdoor, faixas, etc.

 

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Biografia

SILVA, Maria das Graças e. O que é Pascom? Como Planejar? São Paulo:
SEPAC: Serviço Paulinas de Comunicação, 1998 (uso manuscrito)
Grupo de Estudos da Comunicação da Assessoria de Imprensa da CNBB.
De cima dos telhados; o Evangelho na era da comunicação global. São Paulo: Paulinas, 2001.
CECHINATO, Pe. Luiz. A missa parte por parte. 19ed. Petrópolis: Vozes, 1993.

Pierre Babin, Um pioneiro do grupo de mídia, especialista em psicologia educacional, escritor e ensaísta, Pierre Babin nasceu em 1925 em Paray-le-Monial, na França. Entrou para a Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada (OMI) em 1942 e foi ordenado sacerdote sete anos depois. Ele estudou teologia na Universidade Católica de Lyon. Entre seus professores havia Pierre Teilhard de Chardin. Ele se especializou na relação entre teologia e psicologia. A partir de 1955, tornou-se um Babin professor da Universidade Católica de Lyon e depois em Paris, Estrasburgo, Ottawa e Montreal.
Em 1971 fundou o Centro de Pesquisa e Educação em Comunicação (CREC)

Jung Mo Sung (Coreia do Sul, 1957) é um teólogo católico e cientista da religião coreano radicado no Brasil. É professor titular da Universidade Metodista de São Paulo no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião. Desenvolve trabalhos em religião e educação, teologia e economia, igreja e sociedade, neoliberalismo, globalização e solidariedade. Sua reflexão teológica situa-se na corrente da teologia da libertação.



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