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A fundamentação do Dízimo


Recentemente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicaram um livrinho de quarenta e quatro páginas titulado “O Dízimo na Comunidade de Fé: Orientações e Propostas”. Este livro será de grande utilidade para os párocos da Nossa Arquidiocese e presta esclarecimentos importantes para os fiéis dizimistas. O dízimo é definido no livro  assim: Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização”. É realmente uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, através da qual a comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja.

O sistema da contribuição do dízimo tem quatro características: 

a) É relacionado com a experiência de Deus e com o amor fraterno;  
b) É um compromisso moral dos fiéis com a Igreja; 
c) É fixado de acordo com a consciência retamente formada; e 
d) É sistemático e periódico. 

É importante lembrar que a escolha da quantia de dinheiro destinada para o dízimo é decisão de consciência, iluminada pela Palavra de Deus, sensível às necessidades da Igreja e do próximo.

Os fundamentos bíblicos do dízimo são apresentados no livro em seis páginas e meia. São citados textos do Antigo além do Novo Testamento. O dízimo está vista sob outros prismas nessas páginas. Por exemplo: nos profetas, na prática da religião judaica no tempo de Jesus, nos textos sobre a partilha dos bens, nos escritos paulinos e especialmente nos textos do Novo Testamento. Além disso, o livro recorda para nós que o quinto mandamento dos Mandamentos da Igreja nos obriga a “ajudar a Igreja em suas necessidades”, com o esclarecimento que cada fiel o faça “conforme as próprias possibilidades”. O texto fala das finalidades do dízimo assim: “ Organizar o culto divino, prover o sustento do clero e dos demais ministros, praticar obras de apostolado, de missão e de caridade, principalmente em favor dos pobres”. Assim o texto está em perfeita sintonia com o Código de Direito Canônico que estabelece que todos “os fiéis têm obrigação de socorrer as necessidades da Igreja” (cf. Cân. 222. 1).

O segundo capítulo do livro trata de orientações para a pastoral do dízimo. 

Este capítulo aborda cinco temas: 

a) A implantação do dízimo; 
b) A organização e o funcionamento da Pastoral do Dízimo;
c) Os agentes da Pastoral do Dízimo; 
d) O dízimo da Pastoral de Conjunto; 
e) A motivação permanente. 

Estes temas são de grande importância para os padres e os agentes da Pastoral do Dízimo. Segundo o livro estas orientações e propostas são oferecidas às nossas comunidades como uma referência em seu empenho de conversão pastoral e de renovação comunitária. 

(Fonte: Doc. da CNBB, 106).




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Pe. Brendan Coleman Mc Donald,
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1


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