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Símbolos litúrgicos



Símbolos litúrgicos

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Vestes dos ministros ordenados


·         Amicto ou amito (lat. amictusanaboladium): é um rectângulo de tecido branco, normalmente de linho ou algodão e com uma cruz ao meio, tendo fitas ou cordões em duas das pontas. Serve para colocar à volta do pescoço, atando-se no peito com as fitas. Todos os ministros que vestem alva, podem vestir o amicto. O seu uso é obrigatório sempre que a alva ou túnica não cubra totalmente a roupa que se usa por debaixo na zona do pescoço.

O seu uso parece que não vai além do século VIII. A princípio colocava-se sobre a alva, e algumas vezes até sobre a casula e servia para cobrir a cabeça quando se ia ou vinha do altar; [...]. Hoje, segundo o rito romano, é o primeiro dos paramentos sagrados; colocado sobre as espáduas, fica entre as vestes ordinárias e a alva e restantes vestes sagradas. Colocava-se sobre a cabeça, simbolizando o capacete da fé, com que estamos armados contra as tentações; envolvendo o pescoço e protegendo-o contra os acidentes do ar, significa a moderação da voz, a prudência e discreção nas palavras. VASCONCELOS, Dr. António Garcia Ribeiro de, Compêndio de liturgia romana, vol. I, p. 99.

Ao vestir o amicto o ministro diz: "Senhor, colocai sobre a minha cabeça o capacete da salvação, para que possa repelir todos os assaltos diabólicos."

§  Alva ou túnica (lat. alba): é geralmente de tecido branco e cobre todo o corpo até aos pés. Veste-se sobre a batina ou outra roupa ordinária e sobre o amicto (se for usado). Simboliza a túnica branca vestida a Jesus Cristo em casa de Herodes. Além disso simboliza pela sua cor a pureza, candura e santidade de vida que deve ser apanágio do sacerdote; o linho, naturalmente impuro, mas embranquecido à custa de muitos esforços e trabalhos, completa o símbolo. VASCONCELOS, Dr. António Garcia Ribeiro de, Compêndio de liturgia romana, vol. I, p. 99.

Ao vesti-la o sacerdote diz: "Fazei-me puro, Senhor, e santificai o meu coração, para que, purificado com o sangue do Cordeiro, mereça gozar as alegrias eternas." Neste momento, o sacerdote despoja-se daquilo que é e, não obstante as suas falhas e pecados, ele celebrará na pessoa do próprio Cristo.

É importante não confundir a alva ou túnica com a batina, esta é de cor preta ou de outra cor (de acordo com dignidade eclesiástica) e usada por clérigos e seminaristas. A alva é usada apenas no momento da celebração e é sempre de cor branca ou clara (pérola, gelo, creme...).

§  Cíngulo ou cordão (lat. cingulumbaltheuszona): é um cordão comprido que se usa como cinto; serve para cingir à cintura a alva.

O cordão é tão antigo como a alva; enquanto os próprios leigos usaram amplas túnicas, cingiam-se sempre com cintos
ou cordões, sendo até considerado como sinal de desleixo e desonestidade o aparecer alguém em público sem andar cingido.
 Lembra as cordas com que foi preso Jesus no horto, e com que o ataram à coluna, bem como os instrumentos da flagelação. Também simboliza a continência e castidade a que são obrigados os ministros do santuário. VASCONCELOS, Dr. António Garcia Ribeiro de, Compêndio de liturgia romana, vol. I, p. 100.

O padre distingue-se pela Estola, que é a faixa vertical que desce do pescoço paralelamente e significa o poder da autoridade sacerdotal. A cor da estola varia de acordo com o tempo litúrgico.

§  Casula: Usadas pelos Bispos, Papa e sacerdotes. É uma espécie de capa ou “poncho”. A cor varia conforme o tempo litúrgico, mas com tonalidades mais vistosas e brilhantes, às vezes também pode ser dourada ou prateada, substituindo o Branco. É uma veste solene, devendo ser usada em dias especiais ou festivos, mas também em dias comuns, ao menos pelo sacerdote que preside à celebração a estola sempre deve estar por baixo.



Objetos Litúrgicos. 


O Altar  - É a  mesa  onde se celebra  o Santo Sacrifício da Missa. É "a mesa do Senhor". (1 Cor. 10,21).  O altar representa Nosso Senhor Jesus  Cristo, pedra fundamental da Igreja. No centro do altar há uma pequena cavidade, onde se coloca uma pedra, comumente de mármore, denominada  Pedra d'ara, que encerra dentro de si  relíquias de santos mártires,  recordando o costume primitivo cristão  de celebrar o Santo Sacrifício sobre o túmulo dos mártires e  suas preciosas relíquias. Durante a Missa, o cálice e  a  Hóstia devem pousar sobre a pedra d'ara.  As toalhas do altar são três, feitas de linho ou de cânhamo, devendo ser bentas pelo Sr. Bispo ou por  um sacerdote por ele delegado. As toalhas do  altar simbolizam os lençóis  com que foi amortalhado o Corpo de Jesus. O Sacrário  - É o lugar  onde se guardam as Hóstias  Consagradas,  posicionado   na parte anterior e  central em relação ao altar.

 

 

O Missal - É o livro  litúrgico oficial da Igreja. Contém normais gerais  sobre o cerimonial litúrgico, bem como as leituras e orações apropriadas para a Santa Missa de  todos os dias e  festas do ano litúrgico. O Missal Romano é obrigatório para toda a Igreja Latina. A Santa Sé, entretanto, respeitando antiquíssimas  tradições peculiares e  algumas Ordens  Religiosas ou regiões, permite algumas exceções quanto às orações e  cerimonial.  

 

 

 

Cálice - Usado  por Jesus  Cristo na última ceia ,  a primeira Missa, o cálice é um dos mais santos objetos sagrados.  Deve ser consagrado pelo Bispo, a fim de poder receber o Sangue divino de Jesus. Se não for possível que o cálice todo, ou a copa, sejam de ouro ou de prata, pelo menos o interior da  copa deve ser dourado. O  Sanguíneo - ou purificador,  é uma toalhinha de Linho, com o qual o sacerdote limpa os dedos, os lábios, a patena e o cálice, depois de comungar o Corpo e o Sangue de Jesus. 

 

 

 

 

Patena - Toda de ouro, ou dourada em sua parte côncava, a Patena é um pratinho redondo, em que o sacerdote coloca a Hóstia. Serve também para recolher as  partículas de Hóstia consagrada que ficarem sobre o corporal, após a comunhão do celebrante. 

 

 

 

 

 

A Pala - É uma toalhinha branca, quadrada ou redonda, de linho engomado e duro. Serve para cobrir o cálice e resguardar a hóstia. 

 

O Corporal - É uma toalhinha  branca de linho engomado, que o sacerdote estende  sobre a  pedra d'ara, no centro do  altar, já desde o início da Missa, e sobre a qual coloca o Cálice e a Hóstia. Recordando o sudário em que foi envolvido o corpo de Jesus. 

 

 

O Véu do Cálice - É um pano da mesma  cor e  tecido que a casula, com o qual o sacerdote cobre o cálice, desde o início da Santa Missa até o Ofertório, e,  novamente, depois da comunhão. 

A Bolsa dos Corporais - É feita  de  papelão recoberto de pano da  mesma cor e  tecido que a casula.  Serve para guardar os corporais, que o sacerdote há de estender sobre o altar, no início da Missa. 

 

 

Estante - Serve  para acomodar o Missal  e é colocado sobre o Altar em posição de leitura.

 

 

 

Galhetas - Servem para se ministrar o  vinho e  a água destinados  ao santo Sacrifício. 

 

 

Píxide - Conhecida  também com os nomes de âmbula ou cibório, é destinada a guardar o "Pão da Vida" - as Hóstias consagradas, dentro do Sacrário. Na forma atual, existe desde o século XIII. 

 

 

Custódia - ou Ostensório destina-se a  expor aos  fiéis a Santa Hóstia, nas  bênção solenes do Santíssimo Sacramento. A Hóstia, em tamanho maior, é vista  através do vidro redondo, no centro da Custódia, estando numa pecinha de  duas lâminas, de ouro ou prata, em forma de  duas meias-luas, chamada  "luneta". 

 

 

Sineta - Objeto contendo pequenos sinos de uso manual destinado a anunciar o transporte da Hóstia consagrada e, durante a Missa, alertar aos cristãos a se ajoelharem no momento da consagração e durante a elevação da Hóstia e Cálice consagrados.  

 

 

Matraca - Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que se agitam manualmente durante as cerimônias quaresmais. 

 

 

 

Umbela - Espécie de pálio redondo,  semelhante a um guarda-sol destinado a cobrir o sacerdote que, em procissão,  leva o sacramento da Eucaristia de um ponto a outro, dentro das igrejas e outros recintos, e que é conduzido por uma só pessoa. 

 

 

 

Turíbulo- Utensílio próprio para incensar,  também  designado incensário ou incensório, utilizado em celebrações solenes da Igreja. 

 

 

 



§  Toalha: Geralmente Branca, comprida, deve cobrir toda a mesa. Deve ser limpa, impecavelmente lavada e passada.

§  Crucifixo: Sempre deve estar sobre o altar para lembrar que todo o mistério da redenção não deve ser separado da Eucaristia.

§  Velas: A chama da vela significa a luz da Fé de todos os que estão presentes ali.

§  Flores: Para ornamentação. Na época da quaresma não se usam flores na Igreja.

 exceto as leituras do dia que estão em outro livro chamado Lecionário.

§  Hóstias: Feitas de trigo puro sem fermento. Para os católicos depois da consagração são o Corpo de Jesus. A hóstia grande para o sacerdote é apenas para que possa ser vista de longe no momento da elevação. As pequenas são para a comunhão dos fiéis. Já estão fracionadas por praticidade e para que não se perca nenhum fragmento.

Obs. Quem vai distribuir a Eucaristia deve antes purificar suas mãos, não apenas por questão de higiene, mas também como sinal de purificação dos erros e pecados. Quando termina de distribuir a Eucaristia as mãos também devem ser lavadas (geralmente os dedos, pois com eles que se pega a Eucaristia para distribuir) para que neles não fique nenhuma partícula.

 

§  Vinho: Deve ser puro de uva, sem acréscimo de álcool (apenas o álcool natural da própria uva). Após a consagração será o sangue de Jesus.

·         Sanguíneo: Uma toalhinha um pouco mais comprida branca. Serve para enxugar o interior do cálice e da âmbula. E também limpar a borda caso escorra. Nele o sacerdote enxuga os dedos e os lábios.

·         Manustérgio: Vem da palavra latina Manus que quer dizer mão. Uma toalha usada para enxugar as mãos dos ministros e sacerdotes durante a Missa.

A água usada na celebração deve ser pura e natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote após o ofertório, e dos ministros antes e depois as distribuição da Eucaristia. No momento da purificação o sacerdote profere baixo essas palavras: ”Lavai-me Senhor das minhas culpas e purificai-me dos meus pecados”

A água também é colocada no vinho (apenas algumas gotas) no momento do ofertório, antes da consagração para simbolizar a união da humanidade com a divindade de Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.

Curiosidade: poucos sabem a forma como são lavados os panos usados na Missa (Sanguíneo, Corporal e Manustérgio).

Por conterem partículas da hóstia consagrada e do vinho consagrado elas são colocadas primeiramente de molho sem sabão, apenas com água separadas de outras peças.

A água onde elas ficaram de molho é jogada em uma terra ou vaso que contenha terra, fica de molho novamente, a água vai novamente para a terra e depois sim lavadas com sabão normalmente.

Da mesma forma toda a água usada na Missa para purificação dos objetos e mãos não é jogada fora de qualquer forma e sim jogadas em vasos com terra ou diretamente na terra (poucos católicos sabem dessa prática)

·         Sacrário: Palavra latina Sacrarium, significa lugar onde se guardam as coisas sagradas. Chamado tb Tabernáculo, o sacrário é o lugar onde se conservam as hóstias já consagradas na Missa. O sacrário deve ser um recipiente seguro, bem fechado (a chave) e ornamentado. Deve ser colocado em lugar de honra nas Igrejas e capelas. 

·         Luz ao lado do sacrário: geralmente vermelha significa que Jesus está ali presente

·         Ostensório: Estojo redondo, dourado ou prateado, artisticamente emoldurado (parece raios de sol) e enfeitado, com pedestal e suporte. Uma hóstia grande é colocada bem no centro para ser vista pelos fiéis através do vidro redondo e ao mesmo tempo ficar protegida nas procissões ou adoração eucarística. É usado também quando o Ministro Ordenado ( e somente eles) dão a Benção solene com o Santíssimo Sacramento.

·         Turíbulo: recipiente onde se queima o incenso usado nas celebrações solenes

·         Naveta: recipiente onde fica o incenso antes de ser queimado no turíbulo

·         Liturgia: É o conjunto de cerimônias religiosas que foirmam o culto público e oficial que a Igreja presta a Deus 

·         Rito Significa Regra, forma de proceder durante as celebrações litúrgicas. O Rito mais usado pela Igreja Católica é o Romano, mas em outras existem outros ritos anteriormente explicados.







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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