Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa


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Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa

 

Nossa Senhora das Graças (italiano: Madonna delle Grazie ou Nostra Signora delle Grazie ) ou Santa Maria das Graças (italiano: Santa Maria delle Grazie ) é a devoção à Virgem Maria na Igreja Católica Romana . Igrejas com essa dedicação, muitas vezes devem sua fundação a gratidão pelas graças recebidas da Virgem Maria, e são particularmente numerosos na Itália, Índia, Austrália, Estados Unidos, França e na região de língua italiana da Suíça.

Nossa Senhora da Graça e Mãe da Divina Graça ou Maria da Graça ou de Nossa Senhora da Graça é um título tradicional pelo qual a Igreja Católica venera Maria, mãe de Jesus.

Contam que a devoção á Madona Delle Grazie teve inicio na região de Benevento quando a jovem Artelaide em 567 trazendo a imagem de Constantinopla, aí se refugio com seu tio Narsete, general imperial, para escapar das perseguições do imperador Giustiniano. Uma estampa de Napoli da litografia de Francesco Apicella, trazida pelos antigos fundadores testemunha que “a verdadeira e milagrosa imagem de Bem Aventurada Maria Virgem da Graças, que é venerada na igreja dos Frades menores de Benevento foi coroada pelo cardeal Ursini por ordem do Papa Bento XIII no ano de 1723”.

O papa Pio XII declarou a Madonna Delle Grazie de Benevento padroeira da região de Benevento aos 2 de outubro de 1954 e no dia 13 de outubro de 1957 a Igreja de Madonna Delle Grazie (Nossa Senhora das Graças) foi declarada Basílica Menor.

A maioria, no entanto conhece mais a tradição francesa, conforme a visão de Santa Catarina Labouré em 27 de novembro de 1830.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.

Precede as aparições em La Salette, Lourdes e Fátima.


As aparições 

Esta invocação está relacionada a duas aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da Caridade em Paris, França, no século XIX, cujo nome era Zoé e Catarina, seu nome como religiosa. A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo, 19 de Julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz. Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite.

span style="font-family:Verdana,sans-serif">Indo ao leito, adormeceu, e antes que tivesse passado muito tempo foi despertada por uma luz brilhante e uma voz infantil que dizia: "Irmã Labouré, vem à capela; Santa Maria te aguarda". Mas ela replicou: "Seremos descobertas!". A voz angélica respondeu: "Não te preocupes, já é tarde, todos dormem... vem, estou à tua espera". Catarina então levantou-se depressa e dirigiu-se à capela, que estava aberta e toda iluminada. Ajoelhou-se junto ao altar e logo viu a Virgem sentada na cadeira da superiora, rodeada por um esplendor de luz. A voz continuou: "A santíssima Maria deseja falar-te". Catarina adiantou-se e ajoelhou-se aos pés da Virgem, colocando suas mãos sobre seu regaço, e Maria lhe disse:

"Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas, terá a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá". Depois de falar por mais algum tempo, a Virgem desapareceu. Guiada pelo anjinho, Catarina deixou a capela e voltou para sua cela.

Catarina continuou sua rotina junto das Irmãs da Caridade até o Advento. Em 27 de novembro de 1830, no final da tarde, Catarina dirigiu-se à capela com as outras irmãs para as orações vespertinas. Erguendo seus olhos para o altar, ela viu novamente a Virgem sobre um grande globo, segurando um globo menor onde estava inscrita a palavra "França". Ela explicou que o globo simbolizava todo o mundo, mas especialmente a França, e os tempos seriam duros para os pobres e para os refugiados das muitas guerras da época.

Então a visão modificou-se e Maria apareceu com os braços estendidos e dedos ornados por anéis que irradiavam luz e rodeada por uma frase que dizia: "Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Desta vez a Virgem deu instruções diretas: "Faz cunhar uma medalha onde apareça minha imagem como a vês agora. Todos os que a usarem receberão grandes graças". Catarina perguntou por que alguns anéis não irradiavam luz, e soube que era pelas graças que não eram pedidas. Então Maria voltou-lhe as costas e mostrou como deveria ser o desenho a ser impresso no verso da medalha. Catarina também perguntou como deveria proceder para que a ordem fosse cumprida. A Virgem disse que ela procurasse a ajuda de seu confessor, o padre Jean Marie Aladel.

De início o padre Jean não acreditou no que Catarina lhe contou, mas depois de dois anos de cuidadosa observação do proceder de Catarina ele finalmente dirigiu-se ao arcebispo, que ordenou a cunhagem de duas mil medalhas, ocorrida em 20 de junho de 1832. Desde então a devoção a esta medalha, sob a invocação de Santa Maria da Medalha Milagrosa, não cessou de crescer. Catarina nunca divulgou as aparições, salvo pouco antes da morte, autorizada pela própria Maria Imaculada.

A invocação à Virgem das Graças

A própria medalha contém as palavras por que a Santa Mãe de Deus quis ser invocada:

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

Essa inscrição já sintetiza boa parte da mensagem que a Virgem Mãe revelou: a Imaculada Conceição, pela primeira vez objeto de revelação particular, em 1858 ratificada em Lurdes, e transformada em dogma pelo Papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, e a mediação da Mãe de Deus junto ao seu Divino Filho. Usar essa invocação, portanto, significa acreditar que a Virgem das virgens é a Medianeira imaculada. A maior imagem de Nossa Senhora das Graças está situada em Irati-PR no Brasil, e possui 22 metros de altura.

Simbolismo da Medalha Milagrosa

·         A serpenteMaria aparece  esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar". Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o "novo Adão", juntamente com Maria, a co-redentora, a "nova Eva". É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

·         Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

·         As 12 estrelas: Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como "Estrela do Mar" na oração Ave, Stella Maris.

·         O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

·         O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.

·         M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

·         O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

 

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Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa



Hino de Nossa Senhora das Graças

(Letra e música de Oswaldo Guilherme)

Nossa Senhora das Graças
Que no céu junto a Deus
Concede todas as bênçãos,
Aos humildes filhos seus!

Nossa Senhora das Graças
Estes cantos são louvores
Aos teus sublimes desvelos
Com teus filhos pecadores.

Ó medianeira! De todas as graças
Que tudo consegues!
Junto a Deus, que é Pai!
Ó Padroeira, da nossa paróquia,

Os nossos lares... Abençoai   

                              


                                                                                                                      










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